Economia
19/12/2013 -- 14h05

Prefeitura libera construção da Angeloni

Depois de três anos, a novela em que se transformou a instalação do Hipermercado Angeloni, na Avenida Madre Leonia Milito, próximo ao Shopping Catuaí (zona sul), está próxima de terminar. O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Sandro Nóbrega, confirmou ontem que o órgão já concluiu o termo de compromisso, que, depois de assinado pela empresa, permitirá que a Prefeitura conceda o alvará de construção da obra.

O documento é resultado de um novo parecer da Procuradoria Jurídica do Município, que analisou os termos legais e técnicos do empreendimento e deu o aval para que ele saia do papel. "Mas vale lembrar que a construção vai precisar obedecer uma série de condicionantes. Levar em conta o impacto para com a vizinhança, os aspectos ambientais, entre outros pontos", observou o presidente do Ippul.

A rede Angeloni começou a planejar a construção de um hipermercado em Londrina no início de 2011, quando comprou o terreno da Madre Leonia. Na época, no entanto, não pode iniciar a construção porque estava em vigor a chamada Lei da Muralha, que impedia a construção de grandes supermercados na maior parte da cidade. A Muralha só foi derrubada em julho de 2012.

No entanto, o Ippul apontou que, para evitar o estrangulamento da avenida, o sistema de carga e descarga do supermercado deveria ser feito pelos fundos, na Rua Ulrico Zuinglio. Acontece que, naquela via, o tráfego de caminhões era impedido devido ao zoneamento. Foi necessária a apresentação de um projeto de lei mudando a classificação da área de residencial para comercial.

A lei foi aprovada na Câmara, mas a Procuradoria do Município deu parecer contrário à mudança e o prefeito Alexandre Kireeff decidiu nem sancionar nem vetar a lei que foi para sanção tácita. Depois disso, a Angeloni ainda enfrentou uma ação popular movida por advogados londrinenses que alegavam ser ilegal a transformação do zoneamento (ver quadro).

A reportagem procurou a Angeloni, mas, segundo a assessoria de imprensa, a rede só vai se pronunciar quando tiver o alvará de construção. (Com informações do Bonde)



Nelson Bortolin
Reportagem Local
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