Geral
22/11/2013 -- 15h55

Paraná tem o trânsito mais violento do Sul

Estado registra crescimento de 34,5% no número de mortes em dez anos

Marcos Zanutto
Arapongas tem uma frota de 70,7 mil veículos, sendo 20 mil motos e motonetas
Londrina – O Paraná tem o trânsito mais violento do Sul do Brasil. A constatação é do Mapa da Violência 2013: Acidentes de Trânsito e Motocicletas, que divulgou relatório ontem com estatísticas dos 5.565 municípios do País. O estudo utilizou dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde para chegar aos números.

Entre 2001 e 2011, o número de vítimas fatais no Paraná saltou de 2.501 para 3.365, um crescimento de 34,5%. Enquanto isso, em Santa Catarina, no mesmo período, a evolução foi de 28,2% e no Rio Grande do Sul, 16,9%. Há dois anos, 1.997 pessoas perderam a vida nas vias catarinenses e 2.070 nas gaúchas.

O crescimento paranaense, porém, ficou abaixo da média registrada no Brasil: 41,7%. Em 2011, 43.256 pessoas morreram vítimas de trânsito no País.

O Paraná está à frente dos seus vizinhos sulinos também em relação ao índice de mortes por 100 mil habitantes. Em 2001, a média paranaense foi de 25,8 mortes por grupo de 100 mil e em 2011 chegou a 32, uma elevação de 24,1%. No Rio Grande do Sul, a taxa saltou de 17,2 para 19,3, um aumento de 12,3% em dez anos. Já em Santa Catarina, o crescimento foi de 10,6%. O índice saltou de 28,6 para 31,6.

"Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul há uma dedicação maior em estudar o tema trânsito e repassar para os municípios as informações para que sejam colocadas em prática. Existem mais campanhas de conscientização, melhor sinalização e respeito às regras. Eles estão mais interessados em resolver a questão e os números comprovam isso", ressaltou o major da reserva da Polícia Militar, Sérgio Dalben.

De acordo ainda com o Mapa da Violência, morreram em acidentes de trânsito no Brasil 980.838 pessoas entre os anos de 1980 e 2011. Neste último ano, o País alcançou a maior taxa de mortes por 100 mil habitantes desde que os dados começaram a ser contabilizados. Foram 22,5 mortes por 100 mil habitantes, pico que já havia sido alcançado em 1996, antes da criação do Código Brasileiro de Trânsito, que logo depois que começou a vigorar contribui para quedas importantes nas taxas.

As motos foram os maiores vilões da retomada da violência no trânsito no Brasil, com crescimento de 742,5% nos últimos 15 anos. Em 1996, morriam por acidentes de moto 0,9 pessoa por 100 mil habitantes. O total cresceu para 7,6 mortes por 100 mil habitantes em 2011. No mesmo período, as mortes em acidentes por automóvel também subiram, mas em proporção menor (41,2%). Em 2011, morreram em acidentes de carro 6,5 pessoas por 100 mil habitantes.

Desde 2008, as motos são as principais causadores de morte no trânsito brasileiro. Tradicionalmente, os pedestres eram as maiores vítimas. Em 1996, morriam 15,6 pedestres por 100 mil habitantes, total 17 vezes maior do que os mortos em motos. Atualmente, as vítimas nas motocicletas é 25% mais alta do que os que andam a pé. As mortes de motociclistas representam 33,9% do total de óbitos, contra 28,7% de ocupantes de automóveis e 27,3% de pedestres.

Entre os Estados, Tocantins lidera as taxas de mortes no trânsito, com 37,9 mortes por 100 mil habitantes. É seguido por Rondônia (37,5 por 100 mil), Mato Grosso (35,2), Piauí (34,7) e Mato Grosso do Sul (34,7). Amazonas, com índice de 14,4 tem o trânsito menos violento do Brasil. Nos casos de morte de motociclistas, o campeão é o Piauí, com 30,4 mortes por 100 mil habitantes.(Com Agência Estado)

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Lucio Flávio Cruz
Reportagem Local
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