Geral
28/12/2013 -- 00h00

Visitas em presídios são suspensas após motim

Rebelião no Complexo Médico Penal foi controlada após acordo sobre a remoção de 40 detentos

Gustavo Carneiro
Visitas foram suspensas nas unidades prisionais, incluindo a Penitenciária Estadual de Londrina 2
Pinhais - Depois de 20 horas, as visitas nas unidades prisionais de todo o Paraná foram retomadas no início da tarde de ontem. A determinação de suspender a entrada de familiares no sistema penitenciário partiu da Secretaria Estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju). De acordo com o órgão, a medida foi tomada para evitar possíveis ações dentro dos presídios, enquanto um motim desencadeado no Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), não fosse contido.

A ação no CMP, liderada por quatro detentos, teve início às 15 horas de quinta-feira, quando dois agentes penitenciários foram rendidos no momento em que encaminhavam presos para celas da terceira galeria da unidade, e se estendeu até as 11 horas de ontem. Os internos pegaram as chaves das celas e soltaram aproximadamente 130 presos da galeria.

Os detentos que participaram do motim eram da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP) 1, Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP ) 2 e da Casa de Custódia de São José dos Pinhais, e tinham sido encaminhados para o CMP para tratamentos de saúde. Eles reivindicavam transferências para o interior do Estado e para outras unidades da Grande Curitiba, ampliação do tempo de visitas, liberação de sacolas, entre outros pedidos.

A negociação, coordenada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar, também contou com a participação de um juiz e de dois advogados indicados pelos presos. Segundo a Secretaria Estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju), os reféns foram liberados após acerto sobre a remoção de 40 detentos. Um dos agentes foi solto por volta das 3 horas da madrugada e o segundo às 11 horas, sem ferimentos. Conforme o órgão, durante todo o motim os agentes foram mantidos trancados em uma das celas da unidade.

De acordo com o diretor geral do Departamento de Execução Penal do Paraná (Depen-PR), Cezinando Paredes, a suspensão das visitas foi uma determinação preventiva. "Sem dúvida existe um clima de tensão dentro do sistema penitenciário. Isso ocorre por uma série de fatores, desde a cobrança por transferências, a distância da família no final de ano etc. Sabemos disso e estamos monitorando. Acredito que daqui pra frente a situação deve se tranquilizar", informou.

Troca
Cezinando assumiu o Depen-PR no último dia 18, após Maurício Kuehne colocar o cargo à disposição. Conforme a Seju, a secretária Maria Tereza Uille Gomes aceitou o pedido de Kuehne. O órgão também informou que a decisão não tem nenhuma ligação com as rebeliões registradas desde o início do mês. No dia 4, um agente penitenciário foi feito refém por internos da PEP 1 e; no dia 11, dois agentes ficaram em poder de três presos da Penitenciária Central do Estado (PCE).

Rubens Chueire Jr.
Reportagem Local
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