Folha 2
04/06/2013 -- 00h00

CONCURSO DE TIRINHAS - No universo das histórias em quadrinhos

Promovido pela Folha Cidadania, concurso estimula a produção de tiras de humor; desenhos podem ser encaminhados até o dia 14 de junho

Saulo Ohara
Alunos da Escola Municipal América Sabino se divertem enquanto aprimoram os traços e exercitam a criatividade
Celso Pacheco
Na Escola Municipal Corina Mantovan Okano, um grande painel com as tirinhas publicadas na FOLHA facilita a leitura e promove a interação em sala de aula
Com lápis e borracha na mão, não está faltando criatividade para os alunos de 5º e 6º anos de 75 escolas do Programa Folha Cidadania que estão inscritas na primeira edição do Concurso de Tirinhas, organizado pela Folha de Londrina. Até o dia 14 de junho os desenhos poderão ser encaminhados para pré-seleção, que será realizada por uma comissão formada por representantes da Secretaria Municipal de Educação de Londrina, da Folha de Londrina e pelo cartunista Marco Jacobsen.

Ao todo serão selecionadas cinco tirinhas para votação on-line por semana. A tirinha mais votada em cada semana será publicada às terças-feiras, dentro da Folha Cidadania - a primeira publicação será no dia 30 de julho. Até dezembro, serão publicadas 19 tirinhas, que concorrem a um kit educativo. Vale ressaltar que as tirinhas podem ser coloridas ou em preto e branco, mas é preferível que tenham traços fortes para facilitar a visualização na hora de digitalizar a imagem.

Na Escola Municipal América Sabino, a empolgação é constante. Após assistirem a vídeos sobre histórias em quadrinhos, estudarem os tipos de balões da fala e do pensamento e vários recursos gráficos comuns nesse tipo de gênero textual, os alunos do 5º ano se divertem nas aulas. "A parte lúdica é muito forte para eles e esse tipo de atividade permite que aflore com facilidade a criatividade deles, embora ainda demonstrem dificuldade em criar uma história em espaço tão reduzido e usar o senso de humor", comenta a professora Cileide Teixeira da Silva Polli. "Essa turma é muito interessada, gosta de pesquisar e estão enfrentando bem os vários desafios que a atividade oferece", acrescenta.

Animados em mostrar o resultado do seu trabalho, fazem questão partilhar os avanços que estão obtendo, já que em cada atividade vão melhorando os traços e as ideias. "Mesmo assim, acho que seria melhor se eu pudesse contar com a orientação de um professor com formação em arte, sendo que na nossa escola não temos nenhum. Sinto falta disso, mas estamos tentando fazer o nosso melhor", pondera a professora.

A coordenadora pedagógica Marly Sander elogia a iniciativa da Folha e ressalta que ela vem ao encontro do que vem sendo exigido pelo exames nacionais de avaliação da língua portuguesa – a Provinha Brasil e a Prova Brasil. "Passamos a olhar para as tirinhas com outros olhos, percebendo a riqueza que ela oferece para trabalharmos a produção de texto, já que traz questões relacionadas à pontuação, gramática e interpretação de texto", avalia.

De olho nas tirinhas
Na Escola Municipal Corina Mantovan Okano, no Distrito de Maravilha, desde o lançamento do concurso um grande painel com as tirinhas que são publicadas diariamente na Folha está disposto na sala. Todo dia os alunos aguardam com ansiedade as peripécias do Edibar e do Theo, que chegam pelas mãos da professora Rosa Alzira dos Santos, moradora em Londrina e responsável em levar o jornal até eles. "Sempre gostei de ler jornal e tento passar isso para eles, já que é pela escola que a maioria dos alunos tem contato com esse material", afirma.

Os estudantes adoram as atividades que envolvem o jornal e, para o concurso, de duas a três vezes por semana as aulas são dedicadas à produção de histórias em quadrinhos. "Desenhar e pintar são atividades muito prazerosas para eles. O mais difícil é a questão do humor e até os pais querem ajudar nessa parte, mas sempre reforço que o importante é os alunos trabalharem as próprias ideias", destaca.

Na semana passada, uma atividade envolveu a produção em grupo de uma "tira gigante", em quatro folhas de papel sulfite, como exercício prático de criatividade. "Procuro orientar que o desenho não é o mais importante, mas eles são os que mais se cobram na perfeição dos detalhes do desenho", lembra a professora.

Além de facilitar a visualização das tirinhas, o painel serve também para melhorar a interação em sala de aula, assim como a leitura. Uma das atividades mais solicitadas é a leitura em voz alta dos diálogos, que é feita pela professora com a devida "interpretação dramática" de cada um dos personagens, o que às vezes inclui análise crítica também. Aprendizagem e diversão pura.

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Ana Paula Nascimento
Reportagem Local
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