Cidades
26/05/2012 -- 00h00

Um espetáculo na escola

Projeto coloca alunos em contato com a arte e realiza processo seletivo para bolsistas de balé clássico

Olga Leiria
Trinta bailarinos se apresentaram na Escola Carlos Dietz: encantamento e admiração
A quadra de esportes da Escola Municipal Carlos Dietz (Centro de Londrina) se transformou, ontem de manhã, em um palco para bailarinos da Fundação Cultura Artística (Funcart) de Londrina. Na plateia, os alunos da Educação Infantil e Fundamental acompanhavam todos os movimentos com vislumbramento e curiosidade.

É justamente essa reação que o projeto Dança nas Escolas da Funcart, em parceria com a Prefeitura de Londrina e patrocínio da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior (Seti), provoca nas crianças e adolescentes de todas as escolas municipais por onde passa.

''Em primeiro lugar, realizamos uma oficina com professores para discutir como a dança poder ser utilizada como complemento do conteúdo escolar. Em seguida, os monitores de dança dão aulas durante toda a semana para os alunos interessados que tenham entre 7 e 12 anos. Tudo isso vai resultar em uma seleção para bolsistas de balé clássico'', explica Patrícia Proscêncio, coordenadora do projeto.

O programa foi criado há cinco anos e já foram visitadas 27 escolas municipais e 250 crianças ganharam bolsas de estudos integrais para a Escola Municipal de Dança. Na edição deste ano, o projeto começou com os alunos do Carlos Dietz. ''A ideia é ótima porque a maioria dos estudantes não tem a oportunidade de vivenciar a dança'', comenta a professora Deolinda Pereira Alves, que durante as aulas já inclui atividades de musicalização e dança. ''É uma forma divertida de se trabalhar a expressão corporal, lateralidade, coordenação motora e sociabilidade'', observa.

Ao todo, o espetáculo contou com 30 bailarinos, que entre um gesto e outro podiam perceber o encanto dos alunos. Enquanto uns davam gritos de emoção, outros tentavam imitar a dança, como Saimon de Lima Santos, aluno da 4 série. ''Quero ser várias coisas quando crescer, mas uma delas é ser bailarino'', conta entusiasmado. Ao demonstrar interesse em participar da oficina, Saimon diz que está acostumado ao street dance e que já foi a um espetáculo de dança no Teatro Ouro Verde. ''É muito legal''.

Ao contrário de Saimon, essa foi a primeira vez que a pequena Raissa Batista Pelegrino, de 5 anos, assistiu a um espetáculo ''assim de pertinho'', como ela mesma diz. ''Gostei das bailarinas e não parece ser difícil. Quero fazer igual'', revela.

Diante do encantamento dos pequenos, o bailarino Allan Rodrigues Silva, de 17 anos, lembra como começou sua história com a dança. ''Se o projeto não tivesse ido até minha escola, eu nunca teria contato com esta arte. Fiz o teste e fui selecionado'', conta Allan, que se forma em balé no ano que vem e pretende se profissionalizar. ''Quero entrar na companhia do Ballet de Londrina e, quem sabe, futuramente ir além'', diz.

A programação do primeiro semestre ainda inclui oficinas nas escolas Pedro Vergara Correa (Conjunto Mister Thomas), Moacyr Camargo Martins (Parigot de Souza I), Professor Moacyr Teixeira (Maria Cecília) e Ignez Corso Andreazza (Vivi Xavier).

Serviço - Mais informações sobre o projeto Dança nas Escolas pelo fone: (43) 3342-2362.

Micaela Orikasa
Reportagem Local
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