Esporte
04/05/2012 -- 00h00

Juvenal defende afastamento de zagueiro

Luiz Pires/VipComm
Paulo Miranda foi tirado da concentração pela diretoria do São Paulo
São Paulo - Leão sabia do veto a Paulo Miranda, participou da reunião com a diretoria que culminou com o afastamento do atleta e entregou a decisão nas mãos da diretoria. Quem garante é ninguém menos do que o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio. O dirigente afirmou que o treinador contava com o zagueiro para a partida contra a Ponte Preta, na noite de quarta-feira, pela Copa do Brasil, mas cedeu aos argumentos de que a série de erros do defensor poderia queimá-lo para o restante da temporada e não impôs barreiras para o corte.

Juvenal Juvêncio participou da reunião que selou o afastamento do atleta, ao lado do vice-presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, do diretor de futebol, Adalberto Baptista, e do próprio Leão. Logo após o sinal verde do técnico, Adalberto procurou Paulo Miranda e comunicou que ele estava fora dos dois jogos contra a Ponte Preta - os dois times se enfrentam também na próxima quinta-feira, no Morumbi.

''Ele sabia de tudo. Aqui não se faz nada às escondidas. Conversamos com ele (Leão), que concordou com tudo. Mas disse que não poderia tirá-lo da concentração porque já o havia relacionado, mas que, se a diretoria quisesse agir, que agisse. Então agimos, não vejo nenhum escândalo nisso'', afirmou o presidente do São Paulo.

A afirmação do homem forte do clube desmonta a tese de que o treinador foi pego de surpresa pelo episódio, como ele mesmo disse logo após a derrota em Campinas. Leão afirmou que havia sido surpreendido com a intervenção dos dirigentes e afirmou que o grupo ficou sentido com a derrota. ''É desagradável. Todo o grupo ficou chateado porque isso é uma coisa nova e pegou todo mundo de surpresa, a mim também. Trouxe um time abatido e chateado, mas a diretoria é soberana. O presidente é soberano'', afirmou o técnico, depois da derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta.

As declarações após a partida deixaram claro que o grupo acusou o golpe de ver um companheiro ser barrado repentinamente, mas os jogadores evitam criticar a diretoria publicamente e falam apenas em superar o momento ruim para ajudar Paulo Miranda a ser reintegrado o mais rapidamente possível.

Agência Estado
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